Society of Satellite Professionals International - Rio de Janeiro
Em 1978, dois cientistas da NASA previram um colapso orbital. Em 2026, um relógio começou a contar quanto tempo nos resta: passamos de uma órbita “espaçosa” para uma “congestionada” em menos de uma década. Mais de 80% dos novos lançamentos de satélites vão para LEO (órbita baixa, de 300 a 2.000 Km). A maioria são satélites comerciais. A velocidade de aprovação regulatória não acompanha a velocidade técnica. Ironia: esse crescimento ocorre justamente nas faixas onde o arrasto atmosférico é mais fraco para mitigar problemas.
Este crescimento exponencial de novos satélites em torno da terra (crescimento de satélites ativos: ~1.000 em 2019 → ~10.000 em 2025 → projeção de 100.000+ na próxima década) aumenta a probabilidade de colisões como previsto por Kessler e Cour-Palais em seu trabalho seminal de 1078.
Uma única colisão a 10 km/s gera centenas de fragmentos rastreáveis e milhares de não rastreáveis, cada um deles uma nova “bala” capaz de provocar a próxima colisão. Kessler e Cour-Palais, com dados de apenas 3.866 satélites (de 1976), previram corretamente a primeira colisão para a janela 1989–1997 (ocorreu em 2009 – atraso de apenas 12 anos – a colisão entre o satélite Iridium 33 e o satélite inativo russo Cosmos 2251). A profecia se realizou.
ERA PREVISÍVEL E FOI PREVISTO!
Os slides da apresentação podem ser obtidos clicando aqui (arquivo em pdf anexo)
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